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Guia sobre esmaltes reativos: entenda como eles funcionam

Foto do escritor: Casa do Ceramista
Casa do Ceramista
há 21 horas
3 min de leitura




Conjunto de cerâmicas esmaltadas com AT 711 - Roxo Místico da Casa do Ceramista
Conjunto de cerâmicas esmaltadas com AT 711 - Roxo Místico da Casa do Ceramista

Você abre o forno esperando uma cor e encontra nuances, variações, efeitos nas bordas e uma superfície diferente daquela que imaginava.

Deu errado?

Nem sempre.

Se você está trabalhando com um esmalte reativo, essas variações podem fazer parte justamente da característica do produto.

Mas afinal, o que são esmaltes reativos e por que eles podem apresentar resultados tão diferentes?



O que são esmaltes reativos?

Os esmaltes reativos são esmaltes cerâmicos que apresentam variações e efeitos durante a queima.

Ao contrário dos esmaltes mais estáveis, que tendem a entregar uma cobertura mais uniforme, os reativos podem apresentar nuances de cor, efeitos de borda, variações de tonalidade e movimentação.

Isso acontece porque, durante a queima, os componentes presentes no esmalte passam por transformações em alta temperatura.

O resultado que vemos depois de abrir o forno é consequência não apenas da cor escolhida, mas da relação entre esmalte, aplicação, massa cerâmica e queima.

É por isso que trabalhar com um esmalte reativo também significa aprender a observar seu comportamento.


Por que um esmalte reativo pode mudar de uma peça para outra?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

Você pode usar o mesmo esmalte em duas peças e encontrar diferenças no resultado final.

Entre os fatores que podem interferir estão:

  • quantidade e espessura das camadas aplicadas;

  • massa cerâmica utilizada;

  • temperatura e curva de queima;

  • posição da peça no forno;

  • textura e formato da peça.

Em algumas regiões, o esmalte também pode se acumular mais do que em outras. Bordas, relevos, ranhuras e áreas côncavas podem revelar nuances diferentes e deixar o efeito reativo ainda mais evidente.

Por isso, a foto de referência de um esmalte reativo deve ser entendida como uma referência de resultado, e não necessariamente como uma cor que será reproduzida de maneira idêntica em todas as peças.






Prato de cerâmica artesanal esmaltado com o AT 561 - Cactus da Casa do Ceramista
Prato de cerâmica artesanal esmaltado com o AT 561 - Cactus da Casa do Ceramista

Cactus e Safira: dois esmaltes que geram muitas dúvidas

Dois esmaltes da Casa do Ceramista que costumam despertar dúvidas são o Cactus e o Safira.

E existe um motivo: eles são reativos.

Dependendo da aplicação e das condições de queima, podem revelar variações importantes em relação à referência ou até mesmo entre uma peça e outra.

Isso não significa necessariamente que houve algum problema com o esmalte.


Antes de avaliar o resultado, é importante observar como ele foi aplicado, quantas camadas foram utilizadas, em qual massa e em quais condições aconteceu a queima.

Para ajudar a entender melhor esse comportamento, temos um vídeo no instagram da Casa do Ceramista em que mostramos e explicamos justamente os esmaltes Cactus e Safira, respondendo algumas das dúvidas que recebemos sobre eles.



Além de explicar o comportamento dos dois esmaltes, o vídeo ajuda a visualizar algo que às vezes é difícil compreender apenas olhando uma fotografia: a variação faz parte da beleza e da identidade de um esmalte reativo.


Conjunto de peças utilitárias em cerâmica
Conjunto de peças utilitárias em cerâmica

Como conseguir melhores resultados com esmaltes reativos?

O primeiro passo é conhecer o esmalte antes de utilizá-lo em uma peça importante.

Faça testes.

Experimente diferentes quantidades de camadas e observe como o produto se comporta na massa que você costuma utilizar.

Também vale criar pequenas amostras e registrar:

qual esmalte + qual massa + número de camadas + temperatura de queima.

Com o tempo, esses testes formam uma biblioteca própria de referências do seu ateliê.

E lembre-se de respeitar sempre as orientações de aplicação e temperatura indicadas para cada produto.


Reativo significa imprevisível?

Não exatamente.

Talvez seja melhor pensar que um esmalte reativo possui mais possibilidades de variação.

Quanto mais você conhece o material, testa sua aplicação e entende seu comportamento no seu processo de queima, mais consegue utilizar essas características de maneira intencional.


Se você busca uma superfície extremamente uniforme e repetível, um esmalte classificado como estável pode ser uma escolha mais adequada.

Mas se gosta de nuances, profundidade, movimento e das pequenas diferenças que tornam cada peça única, vale explorar os reativos.

Porque, na cerâmica, nem toda variação precisa ser corrigida.

Algumas delas são justamente o efeito que estávamos procurando.




Quer conhecer melhor os esmaltes da Casa do Ceramista?


Entender o comportamento de cada esmalte é uma parte importante do processo — e ter boas referências por perto ajuda muito na hora de criar e experimentar.

No Book 15 anos, 15 cores, reunimos informações sobre os esmaltes da Casa do Ceramista, além de referências de aplicação, resultados, combinações e inspirações para você consultar sempre que estiver criando.


Mais do que um catálogo de cores, ele foi pensado como um material de consulta para acompanhar você no ateliê.

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