SAPATÓRIAS 2026 celebra histórias, memórias e caminhos através da cerâmica
- Casa do Ceramista

- há 1 dia
- 3 min de leitura
O que um par de sapatos pode contar sobre uma vida?
Entre os dias 17 e 28 de agosto de 2026, a Casa da Cultura Dr. José Antonio Puppi, em Campo Largo (PR), recebeu a exposição coletiva SAPATÓRIAS 2026, reunindo 17 artistas em torno de um objeto tão cotidiano quanto carregado de significados: o sapato.
A exposição marcou também uma data especial: os dez anos da primeira edição do projeto SAPATÓRIAS, realizada em 2016 no UKÉRA – Ateliê de Cerâmica da UTFPR.
A Casa do Ceramista apoiou a realização da exposição, celebrando mais uma iniciativa que valoriza a cerâmica, os artistas e as diferentes possibilidades de expressão através desse material.

Dez anos depois, novos caminhos
A história do SAPATÓRIAS começou em 2016, quando 17 integrantes do UKÉRA – Ateliê de Cerâmica da UTFPR aceitaram um desafio: reproduzir sapatos de maneira hiper-realista em cerâmica.
Naquela primeira edição, a intenção era provocar o olhar. As obras buscavam tamanha fidelidade aos calçados originais que poderiam fazer o espectador se perguntar: isso é mesmo cerâmica?
Dez anos depois, alguns integrantes daquele grupo decidiram voltar ao tema.
A eles se juntaram outros artistas, entre nomes já conhecidos e pessoas iniciando seus caminhos na cerâmica. Mas, desta vez, o convite foi além da representação fiel do objeto.
O sapato tornou-se ponto de partida para contar histórias.
Sapatos como testemunhas das nossas histórias
Caminhar faz parte da nossa existência. Caminhamos para chegar, descobrir, aprender, pensar, respirar, encontrar alguém — e também para deixar coisas para trás.
E os sapatos nos acompanham nesses percursos.
Existe o chinelo antigo que não conseguimos abandonar. O tênis que percorreu quilômetros conosco. O sapato guardado de uma ocasião especial. Aquele que lembra uma viagem, uma pessoa, uma conquista, um amor ou uma despedida.
Objetos aparentemente comuns podem carregar uma enorme memória afetiva.
Esse pensamento já estava presente na primeira edição do SAPATÓRIAS. Para a curadora daquela exposição, Prof. Luciana Martha Silveira, os objetos nos ajudam a guardar e contar histórias, e os sapatos funcionam como testemunhas do passado ao mesmo tempo em que carregam a possibilidade de novos caminhos.
Em 2026, essa reflexão ganhou novas interpretações.
Cada artista foi convidado a apresentar sua própria história a partir de um ou mais sapatos, utilizando a cerâmica não apenas como meio de representação, mas como linguagem artística.
17 artistas, 17 maneiras de caminhar
Participaram do SAPATÓRIAS 2026:
Analu Verdasca, Camila BoNeaux, Cris Yamada, Dani Silva, Emerson Castro Firmo, Fernando Robert, Flavia Melara, Gabriel Rosenmann, Jusméri Medeiros, Lucia Nakanishi, Luciana Varella, Luis Salgado, Maria Ravazzani, Marilzete Nascimento, Risolete Bendin, SV Vargas e Thami Macedo.
O resultado foi uma exposição em que um mesmo tema ganhou diferentes formas, técnicas, histórias e interpretações.
Mais do que reproduzir calçados em cerâmica, as obras convidaram o público a reconhecer neles algo de suas próprias experiências.
Porque, no fim, talvez não seja apenas sobre os sapatos.
É sobre os lugares para onde fomos — e tudo aquilo que carregamos pelo caminho.
Casa do Ceramista apoia iniciativas que movimentam a cerâmica
Para a Casa do Ceramista, apoiar o SAPATÓRIAS 2026 também significa contribuir para que a cerâmica continue ocupando novos espaços, provocando conversas e aproximando artistas e público.
Projetos como este mostram algo em que acreditamos muito: a cerâmica vai muito além da técnica. Ela também é memória, expressão, experimentação e uma forma de contar histórias.
Foi uma alegria fazer parte da retomada de um projeto que nasceu há dez anos e voltou a reunir diferentes gerações e trajetórias em torno do fazer cerâmico.
Que venham os próximos caminhos.
Mais informações📱 Instagram: @tauvivencias



Comentários